O secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações admitiu esta quinta-feira a hipótese de a privatização da TAP ser feita em bolsa, como aconteceu com os CTT, explicando não excluir «nenhum modelo» para a privatização da companhia aérea.

«A história [das duas empresas, CTT e TAP] é muito diferente, mas não excluímos nenhum modelo à partida. Estamos a trabalhar para verificar se existem possibilidades de a privatização [da TAP] avançar e, existindo, qual o melhor modelo», afirmou Sérgio Monteiro, em declarações aos jornalistas em Matosinhos, à margem da 2.ª edição da Via Bolsa ¿ Financiamento Através do Mercado de Capitais.

Questionado sobre a possibilidade de a TAP fazer um percurso semelhante ao dos CTT no que respeita à privatização, o governante disse olhar «para todas as alternativas como possíveis», não excluindo, por isso, que a privatização da companhia aérea se faça por dispersão em bolsa.

«Não pomos à partida nenhum modelo de parte, nem temos, por ora, nenhum modelo preferido», afirmou.

Isto, apesar da «diferença que existe na estrutura de capitais e no objetivo próximo relativamente à TAP e aos CTT», destacou.

«A TAP precisa de se recapitalizar e de investir em nova frota. Os CTT tinham o investimento substancialmente feito e geravam dividendos suficientes para remunerar adequadamente os acionistas», descreveu.

Fonte governamental disse à Lusa, a 16 de janeiro, que o Governo pediu aos assessores financeiros da privatização da TAP (Barclays Capital, Banco Espírito Santo de Investimento, Citi Bank e Crédit Suisse) uma atualização da avaliação da companhia aérea.

A imprensa tem avançado que há novos interessados na companhia aérea, entre os quais o norte-americano Frank Lorenzo, antigo acionista e presidente da Continental Airlines, e Pais do Amaral.

O Governo recusou, em dezembro de 2012, a proposta de compra da TAP feita pelo grupo Synergy, detido pelo empresário colombiano Germán Efromovich, o único concorrente à privatização da companhia aérea nacional.

A venda está suspensa desde então e, no Orçamento do Estado para 2014, o Governo afirma que «continuará a monitorizar as condições do mercado, por forma a relançar o processo de privatização da TAP logo que estejam reunidas as condições propícias para o seu sucesso».