[Notícia atualizada às 15:00]

Depois da Moodys, é a vez da Fitch defender que Portugal deverá pedir um programa cautelar, finda a intervenção da troika no País.

Segundo o principal analista para Portugal da Fitch, Michele Napolitano, que esteve em Lisboa para uma conferência da agência de rating, seria importante e positivo em termos de notação financeira que Portugal pedisse um programa cautelar.

«Uma linha de crédito cautelar seria importante para Portugal, independentemente de Portugal ter ou não acesso ao mercado», disse Michele Napolitano.

Para o analista que segue Portugal, um programa cautelar seria benéfico porque «as necessidades de financiamento do Governo português serão muito consideráveis nos próximos anos, por isso o país terá de ter baixos custos com a dívida» e dessa forma «ajudaria à dinâmica da dívida e ajudaria ao crescimento económico».

Mas a razão mais importante para a agência de rating são as condições que Portugal fica obrigado a cumprir se aceder a esse tipo de programa.

«Provavelmente existiriam condições mais leves ligadas à linha de crédito, o que nos tornaria mais confiantes de que, independentemente de quem estiver no poder, a República de Portugal vai continuar a adotar políticas orçamentais com o objetivo de reduzir o rácio da dívida pública no médio prazo», explicou.

Para o analista, do ponto de vista do rating que a Fitch atribui ao país, seria mais positivo se Portugal pedisse um programa cautelar do que se saísse sem qualquer programa do atual resgate, que tem data marcada para acabar a 17 de maio, porque o nível de dívida pública é ainda muito elevado e, segundo as projeções da agência, se a dívida começar a cair este ano, ainda estará perto dos 115% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.