O Estado encaixou cerca de 157 milhões de euros com a conclusão da segunda fase de privatização da REN, com a venda dos 11% do capital da empresa que estavam nas mãos da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e da Parpública.

As 58.740.000 ações colocadas à venda serão admitidas à negociação no mercado regulamentado da Euronext Lisbon na terça-feira, permitindo aumentar o free-float da empresa para 30% face aos atuais 20%.

A procura do público em geral foi inferior à oferta, o que levou a que cerca de 1,7 milhões de ações da 'tranche' relativa à Oferta Pública de Venda (OPV) tenham passado para a venda direta institucional que assim somou um total de 48.692.320 ações.

O presidente da REN, Rui Vilar, defendeu que o «resultado é normal»: «Os investidores institucionais não só conhecem melhor como seguem e têm mais tendência para investir num título como o da REN dadas as caraterísticas de risco e de rentabilidade da ação».

«Por isso, a procura dos investidores institucionais foi muito mais significativa», afirmou aos jornalistas.

Em relação ao reforço de atuais acionistas e à nova composição acionista da empresa, só será conhecida na terça-feira, acrescentou, mas admitiu que era positivo «novos acionistas de referência».

O Estado vendeu os restantes 11% que ainda detinha na REN, através de uma OPV no mercado nacional e uma venda direta institucional dirigida a investidores qualificados nacionais e internacionais.

O preço da segunda fase de reprivatização da REN foi fixado em 2,68 euros (com desconto de 5% para os trabalhadores). As ações da empresa encerraram hoje a negociar nos 2,72 euros.

Após a OPV, a REN angariou 2.155 novos acionistas, refere o comunicado relativo à operação, o que Rui Vilar considerou «um estímulo» para a administração e para os trabalhadores.

O CEO da Euronext Lisbon, Luís Laginha de Sousa, considerou que a operação que «realça a importância do mercado de capitais e da Bolsa Portuguesa, enquanto meio de suporte às privatizações e aberto a todos os investidores».