O presidente da Nyse Euronext Lisboa, Luís Laginha de Sousa, considerou esta sexta-feira que a ida da Espírito Santo Saúde para bolsa pode «abrir caminho» para que outras empresas sigam o exemplo e façam o mesmo.

«Mais do que as palavras, são os exemplos que são os indutores. Começar o ano com uma entrada em bolsa pode abrir caminho para que outras empresas acelerem o processo de vir para o mercado», afirmou Luís Laginha de Sousa, à margem da apresentação dos resultados da oferta pública de ações da Espírito Santo Saúde, que decorreu na bolsa de Lisboa.

O responsável disse ainda que, apesar de neste momento as empresas entrarem no mercado com uma valorização menor daquela que gostaria, esse passo é que permitirá «abrir caminho para um crescimento que de outra forma não existiria».

A Espírito Santo Saúde apresentou hoje os resultados da operação em que abriu 49% do seu capital social, tendo as ações sido vendidas a 3,20 euros cada uma, o preço mínimo do intervalo fixado (o máximo era de 3,90 euros). A procura foi quase igual à oferta (104,9%).

Com esta operação, o capital da empresa está agora distribuído da seguinte forma: 39,2% em investidores institucionais, 9,27% no público em geral e 0,53% em colaboradores da Espírito Santo Saúde. Os restantes 51% pertencem à Espírito Santo Health Care Investments, que continua a controlar a empresa.

Na oferta institucional, ficaram com ações 60 investidores de nove países, num encaixe de 119,848 milhões de euros, sendo que mais de metade dos investidores são do Reino Unido (53,2%). Já no público em geral foram 2740 os investidores, que proporcionaram um encaixe de 29,962 milhões de euros.

As ações da empresa liderada por Isabel Vaz deverão agora entrar em negociação em bolsa a 12 de fevereiro, com uma capitalização bolsista de 306 milhões de euros, sendo esperado um free float de cerca de 25% do capital.

Fundada em 2000, a Espírito Santo Saúde é um dos maiores operadores de saúde privado português, detendo oito hospitais privados, um deles gerido em regime de Parceria Público-Privada (Hospital Beatriz Ângelo, em Loures), sete clínicas e duas residências sénior, contando com 8.907 funcionários.

A empresa fechou setembro de 2013 com resultados operacionais de 279,5 milhões de euros e lucros de 9,1 milhões de euros.