Manhã positiva na bolsa portuguesa e na Europa, com o PSI20 a subir 0,19% para 4.750,91 pontos, após os mercados asiáticos terem crescido para máximos de um ano com os dados fracos da economia do Estados Unidos a reduzirem a possibilidade de uma subida na taxa de juro este mês, segundo analistas citados pela Reuters.

A energia dita a andamento da praça portuguesa. A Galp segue destacada a ganhar 0,83% para 13,275 euros, seguida da Renováveis a valorizar 0,81% pra 7,209 euros.

Nos ganhos ainda a Jerónimo Martins, em alta de 0,78% para 14,780 euros mas no mesmo setor a Sonae a contrariar, nos 0,86% negativos para 0,725 euros. Uma descida, para já, que não reflete a avaliação do BPI. Segundo o Negócios, os analistas do BPI acreditam que a Sonae SGPS é a empresa que apresenta o maior potencial de subida em bolsa e apontam um preço alvo de 1,05 euros. Apesar do forte potencial, o banco reviu em baixa a avaliação da empresa em 12,5%, devido à visão mais cautelosa para o segmento do retalho, alimentar e não alimentar.

Na banca, o mercado quer saber o que vai afinal acontecer ao BPI mas terá que esperar por 21 de setembro. Para já, o maios acionista CaixaBank que travou a reunião de ontem parece determinado a fazer mais um esforço para ficar com o banco pelo qual ofereceu 1,113 euros por ação. Os títulos do BPI caem 0,37% para 1,066 euros.

Credores da Oi podem começar a ser pagos daqui a 11 anos

Outra nota negativa da sessão é a Pharol. A maior acionista da Oi – a maior empresa de telecomunicações da América Latina  - com mais de 22% do capital desce 1,67% para 0,235 euros. O plano de recuperação judicial da empresa brasileira, que ainda terá que passar pelo crivo judicial, já foi apresentado mas o cenário não é dos mais favoráveis, pelo menos para os credores, já que implica, por exemplo, que o pagamento aos mesmos só comece a ser feito daqui a 11 anos, para quem não aceitar tornar-se acionista da Oi no processo de reestruturação da dívida.

Por outras palavras,  a administração da Oi propõe que parte dos créditos sejam convertidos em ações, até ao limite de 32,3 mil milhões de reais (8,87 mil milhões de euros). Neste âmbito, durante três anos, após a homologação do plano, no final de cada semestre a Oi fica com a possibilidade de resgatar parcial ou integralmente esses títulos. Caso os valores mobiliários em questão não sejam resgatados dentro desse prazo, serão convertidos em ações que representem 85% do capital social da Oi. 

Em alternativa, a administração da Oi propõe que as dívidas obrigacionistas sejam pagas só partir do 11.º ano e em parcelas semestrais. Aqui também se incluem os antigos obrigacionista da extinta Portugal Telecom, os credores da PT International Finance,

Estas opções aplicam-se aos credores que tenham a receber mais de mil reais (276 euros), excluindo, no entanto, os trabalhadores.

A consultora EY, que valido este plano, prevê que com este plano a Oi possa regressar aos lucros em 2020.