O Tesouro italiano colocou hoje 8.500 milhões de euros em obrigações a seis meses, tendo pago uma taxa de juro que caiu para o mínimo histórico desde a introdução do euro.

Os analistas explicam o resultado deste leilão, em parte, devido ao otimismo dos mercados e às expetativas com o novo Governo italiano liderado por Matteo Renzi, que tomou posse na quarta-feira.

O juro pago foi de 0,455%, que compara com a taxa de 0,59% da última emissão comparável realizada em janeiro passado.

A procura superou 1,44 vezes a oferta, tendo este rácio sido inferior ao do anterior leilão comparável (1,52 vezes).

Com esta emissão de dívida de curto prazo, o prémio de risco da dívida soberana italiana nesta maturidade caiu para 191 pontos base, quando no início da sessão no mercado secundário estava nos 194 pontos base.

A Bolsa de Milão, entretanto, manteve-se a negociar no vermelho, seguindo a tendência da abertura.

O rendimento das obrigações a seis meses negociadas no mercado secundário caiu para os 3,57%.

O chamado «efeito Renzi» já se tinha notado no leilão de quarta-feira, o primeiro do novo Governo, quando foram colocados 3.500 milhões de euros em duas emissões de obrigações, a dois e cinco anos, em que as respetivas taxas de juro caíram.