A bolsa nacional encerrou a perder valor esta terça-feira, com o índice PSI20 a descer 0,37% para 5.942,88 pontos, numa Europa mista. O maior sinal vermelho da praça nacional foi dado pelas ações da EDP, que caíram uns expressivos 2,22% (custam agora 3,57€), com a EDP Renováveis a deslizar quase 1%.

A Jerónimo Martins acompanhou o ritmo e desvalorizou quase 2,07%, para 9,994€.

Embora as ações da PT - que registou o melhor desempenho (+2,78% para 1,625€ no fecho) - e da Mota-Engil tivessem suportado, com a PT, BCP e Galp Energia, os ganhos do PSI20 durante a manhã, isso não foi suficiente para a sessão fechar com sinal verde.

As ações da construtora treparam 0,83% para 4,73 euros, graças à recomendação da Parpública e da Águas de Portugal para que a Mota-Engil siga em frente na privatização da Empresa Geral de Fomento.

No entanto, houve desempenhos melhores, a par do da PT, com o BCP a subir 1,47% para 0,1035€. A Galp ainda valorizou 0,7%, com as ações a valerem, agora, 13,62€, mas o recuo da EDP e da Jerónimo Martins minou um possível saldo positivo.

Pela Europa, a tendência foi mista: Paris fechou a deslizar uns ligeiros 0,03%; já Madrid subiu 0,08%, Londres valorizou 0,06% e Milão foi a bolsa que mais valorizou (0,47%).

Os investidores aguardam as decisões que serão tomadas na quinta-feira por parte do Banco Central Europeu. Na sua reunião mensal, saber-se-á se Mario Draghi anunciará novos estímulos à economia.

Impera a cautela: «O mercado está muito centrado no que o BCE vai decidir, há pouca liquidez», assinalou à Reuters o trader da GoBulling, Paulo Rosa, no Porto. Para além disso, «há alguma curiosidade sobre como os Estado Unidos vão iniciar o mês de setembro, que tradicionalmente não é um mês muito favorável».