A Agência de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) pretende colocar entre 6,5 e 9 mil milhões de euros em dívida de curto prazo durante o segundo semestre deste ano, anunciou em comunicado. Dinheiro que se destina já a cobrir as necessidades de financiamento para 2014.

«Com o atual plano de emissão de Bilhetes do Tesouro, as necessidades de financiamento para 2013 estão totalmente cobertas e o IGCP começou, no segundo trimestre, a pré-financiar-se para cobrir as necessidades de 2014», explica.

A estratégia de financiamento para 2013 vai continuar a combinar fundos da troika com o recurso aos mercados. «Como tal, e só se as condições de mercado foram favoráveis, é intenção do IGCP consolidar mais a normalização do funcionamento do mercado secundário reintroduzindo a emissão regular de obrigações portuguesas, providenciando liquidez ao longo da curva de yield», explica.

Do calendário de emissões constam leilões de dívida com maturidades de 3, 6, 9, 12 e 18 meses, sendo que esta última está prevista apenas para 18 de setembro e 4 de dezembro.

«Em 2013, o financiamento líquido resultante da emissão de BT deve ser positiva em 2,2 mil milhões. A estratégia de emitir ao longo de toda a curva será mantida, combinando um Bilhete de curto prazo ¿ 3 ou 6 meses ¿ com um prazo mais longo ¿ 9,12 ou 18 meses».

O IGCP refere ainda que «serão exploradas mais oportunidades para realizar operações de troca de obrigações, tal como aconteceu recentemente com as obrigações que venciam em setembro deste ano, e que foram trocadas por outras com maturidade em outubro de 2015 .

Na estratégia de financiamento para 2013, o IGCP diz que «espera um contributo positivo da oferta crescente de produtos de retalho».