Cumpre-se esta segunda-feira uma das datas mais relevantes do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) acordado com a troika: 23 de setembro era o dia em que Portugal tinha de pagar milhares de milhões de euros aos credores.

Durante meses falou-se na obrigação de Portugal regressar aos mercados para arranjar o dinheiro necessário porque hoje vencem 5,6 mil milhões de euros em obrigações do Tesouro, emitidas em 1998. A este valor acresciam ainda 300 milhões em juros.

Mas o Tesouro já garantiu o dinheiro necessário, através de emissões de dívida púbica feitas há largos meses, em janeiro e em maio, pelo que deixou de haver a necessidade de regresso imediato aos mercados em setembro.

Por enquanto, os cofres do Tesouro têm garantidas verbas suficientes para saldar as dívidas que vencem nos próximos meses.

Até final do ano, o Tesouro terá de amortizar 3,86 mil milhões de euros em bilhetes que vencem a 18 de outubro, 22 de novembro e 20 de dezembro e vencem juros de 2,8 mil milhões de euros de OT em 15, 16 e 25 de outubro.

Para 2014, o Tesouro português terá de financiar 20,9 mil milhões de euros, em que 17,6 mil milhões dizem respeito a obrigações do Tesouro a 10 e a cinco anos que vencem em junho e outubro. Contando com a tranche final da troika de 8 mil milhões e com depósitos de 4,7 mil milhões, resta ao Tesouro português conseguir financiar mais 8,2 mil milhões de euros.