O empréstimo da troika só vai chegar para cobrir metade das necessidades de financiamento do Estado em 2014, com o Estado a ficar obrigado a conseguir o restante valor no mercado ou através de venda de dívida a particulares.

Segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2014, o Governo assume que a recuperação de credibilidade para o regresso aos mercados é por isso decisiva, num ano em que o atual programa está previsto terminar.

Segundo as contas do Executivo o financiamento no próximo ano equivale a 7,9 mil milhões de euros, sendo que terão de ser amortizados cerca de 13,5 mil milhões de euros em duas linhas de Obrigações do Tesouro (junho e outubro).

Assim, o Governo conta emitir já 10,5 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro, o que será um considerável teste à capacidade do país de se financiar nos mercados e ao apetite dos investidores pela dívida pública portuguesa.

O Executivo conta ainda ir buscar, com dívida vendida aos particulares, 2,5 mil milhões de euros no próximo ano, sendo que isto também representa um aumento significativo face ao que preveem conseguir este ano.