Os juros da dívida soberana de Portugal estavam hoje a subir em todos os prazos, depois de terem atingido na quarta-feira valores mínimos desde agosto de 2010.

Os juros a dez anos estavam a subir, a ser negociados a 5,260%, depois de terem terminado na quarta-feira a 5,166%, um mínimo desde agosto de 2010.

No prazo de dois anos, os juros também estavam a subir, a ultrapassar a barreira dos 2%, a ser negociados a 2,525%, depois de terem terminado na quarta-feira a 1,917%, um mínimo desde março de 2010.

No prazo de cinco anos, os juros estavam a subir, acima dos 4%, a negociarem a 4,303%, depois de terem terminado na quarta-feira a 3,806%, um mínimo desde agosto de 2010.

Na quarta-feira, Portugal colocou 1,25 mil milhões de euros em dívida a 3 e 12 meses, com a taxa de juro a descer para praticamente metade e a procura a superar a do último leilão semelhante realizado em novembro.

A Agência para a Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública ¿ IGCP colocou assim o valor máximo do montante indicativo que havia estipulado no anúncio deste leilão de dívida, os 1,25 mil milhões de euros.

Portugal colocou 240 milhões de euros de dívida a três meses, pagando por tal uma taxa de juro média de 0,495%, menos de metade dos 1,076% que havia conseguido nos 300 milhões de euros de dívida a três meses que colocou em novembro passado.

Na linha a 12 meses, Portugal colocou 1.010 milhões de euros e vai pagar uma taxa de juro média de 0,869%, contra os 1,493% que pagou por 700 milhões de euros que conseguiu neste prazo em novembro.

Esta operação realiza-se apenas uma semana depois de Portugal ter ido buscar ao mercado 3,25 mil milhões de euros em dívida a cinco anos, obtendo uma procura de 11,2 mil milhões de euros por esta emissão e pela qual irá pagar um juro de 4,657 por cento.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam a subir a dois e dez anos e estabilizados a cinco anos.

Dublin terminou oficialmente há um mês o programa de ajustamento solicitado em 2010 à União Europeia (UE) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros de Itália estavam a subir a dois anos, estabilizados a cinco anos e a descer a dez anos. Na quarta-feira, os juros italianos atingiram mínimos de sempre a dois e cinco anos e mínimos desde outubro de 2010 no prazo mais longo.

Os juros de Espanha estavam a descer em todos os prazos.

Os juros da dívida da Grécia a dez anos, os únicos disponíveis, também estavam hoje a descer para mínimos desde maio de 2010.