O Estado português vai ter de manter pelo menos durante nove meses 30% do capital social e direitos de voto dos CTT com que ainda fica, após a Oferta Pública de Venda (OPV) que arrancou hoje e terminará a 05 de dezembro, segundo o prospeto da operação.

O mesmo documento sublinha que os Correios e a Parpública «estão empenhados em assegurar que o governo societário dos CTT está alinhado com a sua estrutura acionista após a oferta e segue progressivamente as melhores práticas de governo».

Contudo, acrescenta, o Estado Português «continuará a ter um poder relevante no processo de decisão das matérias submetidas à votação dos acionistas, através da sua participação social significativa nos CTT».

Segundo o documento enviado à CMVM, a OPV decorre, no âmbito do processo de privatização, entre as 08:30 de hoje e as 15:00 de 2 de dezembro, e a dia 4 do próximo mês será realizada uma sessão especial de mercado para apuramento dos resultados. As ações dos Correios deverão começar a ser negociadas em bolsa a 5 de dezembro.

O documento avança ainda que os bancos responsáveis pela operação vão receber uma comissão global até um máximo de 4,9 milhões de euros.

O Governo divulgou na segunda-feira que o preço das ações oscilará entre os 4,10 euros e os 5,52 euros, mas o documento hoje divulgado adianta que a fixação do valor final irá ocorrer a 3 de dezembro.