Os CTT registaram 50,6 milhões de euros de lucro nos primeiros nove meses do ano. É uma descida de 3,8% nos lucros atribuíveis aos acionistas, em relação ao mesmo período do ano passado.

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários a empresa refere que o EBITDA foi de 97,4 milhões de euros, um decréscimo de 4,1%, relativamente ao memso período do ano anterior.

Os gastos financeiros ascenderam a 5,2 milhões, incorporando os gastos financeiros com benefícios aos empregados no montante de 5 milhões e juros associados a operações de leasing financeiro e empréstimos bancários. Os gastos financeiros com benefícios aos empregados decresceram em 3,6 milhões, refletindo o efeito da diminuição da taxa de desconto de 4% para 2,5% e a redução dos gastos com benefícios pós-emprego que beneficiaram da renegociação do plano de saúde ocorrida no início de 2015.

O resultado financeiro consolidado atingiu os 3,9 milhões de euros negativos, refletindo uma melhoria de 1,2 milhões face ao obtido no período homólogo de 2014. O volume dos juros e rendimentos financeiros recuou 65,8% face aos valores atingidos no período homólogo, tendo sido afetado pela quebra acentuada das taxas de remuneração dos depósitos a prazo. 

O passivo reduziu 10,7 milhões de euros, essencialmente pelo decréscimo dos credores de serviços financeiros em 23,5 milhões, refletindo o impacto de se ter observado no mês de dezembro de 2014 um volume muito significativo de subscrições de Certificados de Aforro/Tesouro, e ainda pelo aumento da rubrica de acréscimos de gastos incluída nos outros passivos correntes que evidenciam um crescimento de 18,6 milhões de euros.