O Credit Suisse cortou o preço-alvo e a recomendação para a Galp Energia incorporando riscos crescentes na exploração de crude no Brasil e gás natural em Moçambique.

«Por agora, mantivemos as nossas estimativas operacionais inalteradas, mas vemos riscos crescentes no Brasil para o período a partir de 2016», afirmaram os analistas do Credit Suisse, numa nota de research.

A recomendação desce para neutral, de outperform e o preço-alvo para 13,7 euros, de 14,30 euros antes. As acções da oil&gas portuguesa recuam 1,6% para 12,45 euros.

«Também estamos cientes que as notícias negativas relacionadas com Moçambique vão provavelmente desiludir-nos à medida que nos encaminhemos para 2015», acrescentaram.

Este conjunto de fatores é o responsável por um maior desconto no net asset value.

Adiantaram que a declaração de comercialização do importante poço de Iara, no pré-sal brasileiro, agendado para Dezembro próximo, «será interessante».

O Credit Suisse alertou que, no Brasil, há vários riscos «significativos» a ameaçar a curva de produção a partir de 2016, referindo que a produção de crude poderá desiludir em 10-25% entre 2016 e 2018.