Uma das condições para a concretização da OPA sobre a Espírito Santo Saúde é a transmissão definitiva para o Novo Banco de todas as posições que a empresa e as suas subsidiárias detinham no BES, adianta o grupo Angeles.

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As condições estão plasmadas no anúncio preliminar da Oferta Pública de Aquisição, comunicado esta terça-feira à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários. Uma delas é a «transmissão definitiva para o Novo Banco de todas as posições ativas e passivas que a sociedade visada [ESS] e cada uma das suas subsidiárias detinham no Banco Espírito Santo (BES), nomeadamente depósitos em numerário, depósitos bancários imediatamente mobilizáveis e outras aplicações de tesouraria e equivalentes de caixa».

Outra das condições para a concretização da oferta é a aquisição pelo grupo mexicano de «um número de ações representativas de, pelo menos, 50,01% do capital social» da ESS.

A concretização da OPA fica também sujeita à «obtenção de consentimento, ou declaração de não oposição, sem condições, à transmissão, por via indireta, de ações representativas do capital social das subsidiárias» da ESS, por parte de «determinadas empresas de seguros privadas, incluindo as empresas administradoras externas, de sub-sistemas de saúde públicos ou privados e pelo Ministério da Saúde».

No Âmbito da OPA voluntária, a Angeles oferece 4,30 euros por cada ação, acima do valor de mercado. Os 4,30 euros oferecidos por cada ação da ESS incorporam um prémio de 9% face ao preço atual dos títulos. Contas feitas, avaliam a empresa em 410,8 milhões de euros, uma valorização de 34,1

milhões tendo em conta o seu valor de mercado.

A ESS é dona, entre outros ativos, do Hospital da Luz e do Hospital de Loures.