O consumo de petróleo vai aumentar 1,16% em 2014, a maior subida anual desde 2010, para um total de 90,84 milhões de barris por dia, sustentado por uma aceleração do crescimento mundial, anunciou esta terça-feira a OPEP.

No último relatório deste ano sobre o mercado petrolífero, a OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo) sublinha que este cálculo pode variar devido à evolução da situação nos países mais ricos, na Índia e na China.

O crescimento em 2014 deverá ser sobretudo sustentado pelos países emergentes, refere a OPEP, adiantando que prevê um decréscimo da procura de petróleo dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Em relação à zona euro, o relatório da OPEP reconhece que «a dinâmica da recuperação parece ser relativamente modesta».

A recuperação na zona euro não é uniforme entre todos os Estados e a debilidade do setor bancário e a elevada taxa de desemprego, especialmente em Espanha, faz com que o crescimento seja muito frágil, adianta o relatório da OPEP.

A OPEP, que fornece cerca de um terço do petróleo a nível mundial, baseia as previsões em estimativas de crescimentos mundiais de 3,5% em 2014 e de 2,9 em 2013.

Na semana passada, a OPEP decidiu deixar inalterado o limite de produção de petróleo fixado em 30 milhões de barris por dia para «manter o equilíbrio do mercado».

No entanto, este objetivo arrisca-se a não ser atingido porque o Iraque e o Irão, graças ao Acordo de Genebra sobre o programa nuclear iraniano, manifestaram vontade de aumentar as exportações no próximo ano.

Este aumento potencial da oferta, ao qual se junta o da produção de petróleo de xisto nos Estados Unidos, corre o risco de criar um excesso de oferta e complicar o objetivo da OPEP que quer manter o preço do barril em 100 dólares, referem os analistas.