O Comité do PSI20 está a acompanhar a situação do Banco Espírito Santo (BES) e ainda não decidiu se título é excluído do principal índice da bolsa portuguesa, disse hoje à Lusa fonte oficial da Euronext Lisbon.

CMVM suspende negociação de instrumentos financeiros do BES

«Atualmente existem 19 constituintes» no PSI20, depois da exclusão do título Espírito Santo Financial Group (ESFG), recordou a mesma fonte.

No que respeita ao BES, «o Comité está a acompanhar e ainda não foi decidido a sua exclusão», acrescentou.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu as negociações do título na sexta-feira, situação que ainda hoje se mantém.

A mesma fonte adiantou que a próxima revisão do índice acontecerá, tal como previsto, em setembro, sendo a nova carteira anunciada ainda este mês.

De acordo com as novas regras de cálculo do índice de referência nacional, caso não existam 20 empresas que cumpram os critérios de cálculo do PSI20, este poderá ter um mínimo de 18 constituintes.

O Banco de Portugal anunciou no domingo a injeção de 4,9 mil milhões de euros no BES para o capitalizar, através do Fundo de Resolução bancário, e o fim desta instituição, com a separação do banco fundado pela família Espírito Santo entre um «banco mau», em que ficam os ativos tóxicos, e o Novo Banco, que reúne os ativos não tóxicos, como os depósitos e que receberá a injeção de 4,9 mil milhões de euros.

O Novo Banco, que será liderado por Vítor Bento, que sucedeu ao líder histórico Ricardo Salgado na presidência do BES, fica com as agências e trabalhadores do BES, sendo que na segunda-feira os balcões abrem ainda com a imagem do BES e os clientes encontrarão lá as caras habituais e os mesmos serviços.

No futuro, com a entrada de investidores privados no capital deste Novo Banco, que para já fica a ser totalmente detido pelo Fundo de Resolução, poderá haver mexidas na instituição, com saída de trabalhadores e fecho de agências.

O BES, tal como era conhecido, acabou este fim-de-semana depois do Banco de Portugal ter anunciado a sua separação num «banco bom», denominado Novo Banco, e num «banco mau».

O Novo Banco fica com os ativos bons que pertenciam ao BES, como depósitos e créditos bons, e recebe uma capitalização de 4.900 milhões de euros enquanto o «bad bank» ficará com os ativos tóxicos.