O catalão CaixaBank confirmou esta quarta-feira que tem mantido contactos com a empresária Isabel dos Santos acerca do futuro do BPI, nomeadamente sobre a sua exposição ao mercado angolano, mas que até agora não há nenhum acordo.

O BPI tem até ao dia 10 de abril para resolver o problema da sua exposição a Angola, um prazo que foi imposto pelo Banco Central Europeu (BCE).

"O CaixaBank tem mantido contactos com o BPI e com o acionista do BPI, Santoro Finance - Prestação de Serviços, S.A., no contaexto da situação de excesso de concentração de riscos no BPI decorrente da sua participação de controle no BFA", lê-se no comunicado.

"Nesses contactos, o CaixaBank e o Santoro Financeexploraram várias alternativas para alcançar uma solução para a referida situação que pudesse ser aceitável por todas as partes interessadas sem que, até gora, se tenha chegado a uma solução nesse sentido", adiantou.

Este esclarecimento por parte do banco espanhol surge depois de esta manhã ter sido noticiado que existem conversações entre o CaixaBank e a empresária Isabel dos Santos, filha do Presidente de Angola, para a compra da sua participação no BPI.

Esta notícia levou as ações do banco BPI a subirem 12%. Pouco depois, a CMVM decretou a sua suspensão.

Recorde-se que Isabel dos Santos, que é a segunda maior acionista com 18,6% do BPI, tem vindo a travar uma 'luta' com o CaixaBank, que é o maior acionista com 44,1% do banco português. O Angolano BIC, que tem Isabel dos Santos como acionista-chave, tem também uma posição superior a 2% no BPI.

No entanto, o CaixaBank não pode usar a totalidade dos seus votos uma vez que os estatutos do BPI limitam os direitos de voto de cada acionista a um máximo de 20%.