"A proposta foi objeto de diferentes considerações. Convocou-se uma assembleia de acionistas para ver se se aprovava a eliminação da limitação aos direitos de voto - uma condição que tínhamos imposto como lógica para tomar o controlo e aplicar um programa de sinergias. Recordo que dois terços do capital votaram a favor que se eliminasse a limitação dos direitos de voto", disse o administrador executivo do Caixabank.

No entanto, recordou, "com as regras específicas nos estatutos do BPI isso não foi suficiente".

"Não foi suficiente porque os nossos votos não contavam e tínhamos de chegar a 75% do capital. Dois terços do capital queriam ir por um caminho, mas isso não foi possível. E como não foi possível, naturalmente que o aceitamos", realçou.


"O que formos analisando em relação ao nosso investimento no BPI temos de o fazer de uma forma cuidadosa, que fica para nós, e não especular mais sobre o BPI. O banco acaba de apresentar bons resultados, tem uma boa posição - mas obviamente também tem coisas por fazer. Continuaremos a apoiar para que o BPI possa alcançar as suas metas e criar o máximo valor para os seus acionistas", salientou o responsável do banco catalão.