O Caixa BI subiu a recomendação da Galp para Buy de Accumulate, mas reduziu o preço-alvo em 20% devido a um cenário de preços mais baixos do petróleo para os ativos no Brasil, salientando que este portefólio é resiliente e tem riscos de execução limitados.

Esta casa de investimento cortou o fair value da Galp para 12,20 euros por ação, face aos 15,30 euros numa avaliação feita em Junho último.

«Grande parte da diferença face à nossa última avaliação vem do Brasil, principalmente (dos campos) Lula/Cernambi. A razão fundamental para esta mudança nestes campos está relacionada com o novo quadro dos preços de petróleo», referiu, citado pela Reuters.

«O nosso último fair value incorporava uma suposição 'flat' de 90 dólares por barril de Brent, que agora é substituída por 60 dólares em 2015, 70 dólares em 2016 e 80 dólares em 2017», disse, adiantando que também cortou a estimativa a longo-prazo para 80 dólares de 90.

Lembrou que a Galp apresentou em Março um update da sua estratégia até ao fim da década, refletindo «um novo mundo de preços de crude mais baixos».

A oil&gas portuguesa cortou em 20% o investimento previsto até ao fim da década, dada a queda abrupta do preço do petróleo, que obrigou a empresa a descer as metas para o EBITDA e de output, e a focar nos projetos a curto-prazo no Brasil.

«Mas, talvez tão importante, as revisões (da empresa) são, a nosso ver, uma materialização daquilo que poderia correr mal, face ao plano inicial, após os escândalos de corrupção que estão a afetar a Petrobras», disse o Caixa BI na nota citada pela Reuters.

A Galp tem participações minoritárias em vários projetos no pré-sal da Bacia de Santos no Brasil, em parceria com a operadora Petrobras.