O Bundesbank, o banco central alemão, repatriou para Frankfurt 120 toneladas de ouro em 2014, procedentes das caixas-fortes no estrangeiro e mantém a intenção de ter em 2020 metade das reservas de ouro nas suas próprias caixas-fortes.

O Bundesbank, banco central alemão, informou hoje que transferiu no ano passado 35 toneladas de ouro de Paris e 85 toneladas de Nova Iorque.

«A aplicação do nosso novo conceito de armazenagem de ouro corre sem dificuldades. Estamos a cumprir muito bem o nosso calendário previsto», afirmou o diretor do banco central alemão, Carl-Ludwig Thiele, citado pela Lusa.

A entidade sublinhou no ano passado que o mais tardar em 2020 terá levado para a Alemanha metade das reservas de ouro alemãs.

As reservas de ouro da Alemanha são quase 3.400 toneladas e estão por motivos históricos na sua maior parte fora da Alemanha, designadamente em Nova Iorque, Paris e Londres, principais mercados financeiros, onde se negoceia o ouro e as divisas.

O Bundesbank quer transferir até 2020 para Frankfurt 300 toneladas de ouro das caixas-fortes da Reserva Federal norte-americana (Fed) e 374 toneladas das caixas-fortes de Paris.

Desde o início da repatriação do ouro em 2013, o Bundesbank levou para Frankfurt 157 toneladas, designadamente 67 de Paris e 90 de Nova Iorque, 23% da quantidade total que é preciso repatriar.

O valor total das reservas de ouro do Bundesbank ascende a 3.384 toneladas, segundo dados de 31 de dezembro de 2014 facilitadas hoje pelo banco central alemão.

Cerca de 35,2% (1.192 toneladas) estão em Frankfurt, 42,8% (1.447 toneladas) estão na Reserva Federal norte-americana (Fed), 12,9% (438 toneladas) no Banco de Inglaterra em Londres e 9,1% (307 toneladas) no Banco de França em Paris.

O ouro alemão saiu da Alemanha nos anos 50 e 60 do século passado porque se converteu no pagamento de elevados excedentes comerciais alemães em propriedade do Bundesbank.

Além disto, a Alemanha temia durante a Guerra Fria que a União soviética pudesse apoderar-se do ouro em caso de invasão.

O Bundesbank é responsável pela administração das reservas de ouro alemãs.