O PSI-20 fechou a cair 2,8%, em simpatia com as praças europeias, fustigadas pelas quedas de sectores cíclicos como banca e pelos baixos preços do petróleo, com os investidores a recearem uma maior desaceleração da economia global.

Na Europa, o índice Eurofirst300 desceu 3,38%, tendo as bolsas europeias caído entre 2,7% em Londres e 7,87% em Atenas, que caiu para o nível mais baixo em mais de 25 anos, com as ações dos bancos a tocarem mínimos históricos, dada a incerteza política e receios sobre a banca da Europa.

"O sentimento dos mercados é de uma forma geral muito pessimista, com o petróleo em queda e os receios de abrandamento económico em todo o mundo", disse à Reuters Gualter Pacheco, trader da Go Bulling, no Porto.

A serem arrastados pelo sentimento negativo dos bancos europeus, espelhado na queda de 5,48% do índice europeu DJ Stoxx para banca, o BCP caiu 1,32% e o BPI perdeu 0,98%, apesar dos bancos portugueses terem sido dos que menos desceram na Europa.

Os dois bancos portugueses interromperam as subidas da passada sexta-feira em que o BCP subiu 5,6% e o BPI disparou 9%, animado com a proposta do management de eliminar o limite de votos por acionista, atualmente nos 20%.

Adicionalmente a Assembleia Geral de acionistas do BPI chumbou a proposta de cisão dos ativos africanos, que visava resolver o problema da exposição a Angola e cumprir o requisito do BCE, com a empresária angolana Isabel dos Santos a derrotar as intenções do maior acionista, o espanhol Caixabank.

A penalizar o índice PSI20 estiveram as quedas de 5,52% da NOS e de 2,01% da Jerónimo Martins, bem como as descidas de 2,73% da EDP e de 1,79% da EDP Renováveis, apesar de ter tido uma subida de preço-alvo por parte de um banco de investimento global.

No mercado de dívida soberana, a taxa das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos agrava 5 pontos base (pb) para 2,985%, acompanhando o movimento de subida das congéneres espanhola e italiana.