Depois de uma abertura muito negativa, as principais bolsas europeias seguiam mistas, com os investidores a reagirem agora com moderação e sem surpresa à vitória do Syrisa, que defende a renegociação da dívida grega, nas eleições antecipadas no domingo na Grécia.

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Pouco depois das 09:00, EuroStoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a cair 0,06% para 3.380,50 pontos.

A Bolsa de Atenas, depois de ter perdido 7% na abertura de sessão, também seguia agora a recuperar, embora ainda com uma queda de 2%.

As bolsas de Paris e Frankfurt estavam em alta, a subir 0,34% e 0,12%, respetivamente. em sentido contrário, as bolsas de Londres, Madrid e Milão estavam a cair 0,27%, 0,33% e 0,74%, respetivamente.

Depois de abrir em terreno negativo, a Bolsa de Lisboa invertia a tendência e, cerca das 09:30, o principal índice, o PSI20, estava a valorizar-se 0,10% para 5.305,95 pontos.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou em baixa na sexta-feira, com o Dow Jones a cair 0,79% para 17.672,60 pontos, depois de ter subido a 26 de dezembro até aos 18.053,71 pontos, o atual máximo de sempre desde que foi criado há 128 anos.

Ao nível cambial, o euro abriu hoje em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,1217 dólares, contra 1,1258 dólares no fecho de sexta-feira. A moeda única seguia agora a recuperar de mínimos de 12 anos (março de 2003), 0,3%

O Banco Central Europeu (BCE) fixou na sexta-feira o câmbio de referência da divisa europeia em 1,1198 dólares.

No final de uma semana chave, depois da euforia de quinta-feira provocada pelo anúncio do programa do BCE no valor de cerca de 1,4 biliões de euros em 18 meses, os mercados reagiram hoje sem surpresa e com moderação à vitória do Syrisa na Grécia.

Depois de uma campanha centrada em pronunciar-se contra as políticas de austeridade e contra a submissão à troika, a coligação de esquerda radical Syriza obteve uma clara vitória nas eleições gerais gregas à beira da maioria absoluta.

Os ministros da Economia e das Finanças dos 28 da União Europeia (UE) vão ser os primeiros a avaliar a situação política na Grécia e as consequências da vitória da esquerda radical para a Europa, tendo na agenda de hoje a extensão do segundo resgate àquele país.

Depois da euforia da semana passada com o anúncio do programa de estímulos do BCE, os mercados estavam cautelosos, à espera nesta semana da reunião mensal da Reserva Federal norte-americana (Fed), que deverá manter inalterada a política monetária e da divulgação na sexta-feira pelo Eurostat da taxa de desemprego na zona euro.

Entretanto, os mercados continuam atentos à debilidade do euro, fortemente atingido na quinta-feira, e à persistente queda do preço do petróleo.

O barril de petróleo Brent para entrega em março abriu em baixa, a cotar-se a 48,26 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 1,08% do que no encerramento da sessão anterior.