O PSI-20 encerrou a sessão a cair 0,63%, penalizado pelo tombo da Galp Energia e da EDP, em linha com os pares europeus que caíram após a Standard & Poor’s ter cortado para ‘lixo’ o rating de crédito soberano do Brasil,
penalizando as cotadas com exposição a este mercado.

"O corte do rating do Brasil era esperado, pois os problemas económicos do país são conhecidos, mas a S&P agiu mais cedo que previsto. Agora temos de ver se, e quando é que a Moody's e a Fitch vão acompanhar esta descida", disse Albino Oliveira, analista da Fincor, cotado pela Reuters.

A inflação no maior país da América do Sul deverá abrandar para perto da meta oficial de 4,5% no final de 2016, segundo o Banco Central do Brasil, embora este tenha sinalizado que o recente tumulto nos mercados financeiros poderá resultar numa nova subida das taxas de juro.

O Eurofirst 300, que segue as 300 maiores cotadas europeias, perdeu 1,4%, e entre as principais praças europeias, apenas Atenas fechou em terreno positivo, com um ganho de 0,87%.

Após o corte da S&P, as empresas mais dedicadas ao mercado brasileiro foram as principais vítimas dos investidores.

Galp limita Lisboa


Entre os atuais 18 títulos que compõem o PSI-20, 13 fecharam em terreno negativo.

As perdas mais sentidas foram a de 2,49% da EDP  e a de 3,89% da Galp Energia, que foi fortemente penalizada durante toda a sessão e chegou a cair 4,7%.

No sector do retalho, a Jerónimo Martins recuou 0,41% e a Sonae caiu 1,01%.

O Banif fechou estável nos 0,004 euros e o BPI desvalorizou 2,19%. Em sentido contrário, o Millenium bcp  escalou 3,33%.

As ações do BCP chegaram a subir a um máximo diário de 4,3%, suportadas pela notícia de que o banco rejeita um aumento de capital para pagar o remanescente do empréstimo que pediu ao Estado para se recapitalizar, segundo dealers.

Na Polónia, onde o BCP detém 50% do Bank Millenium, a porta-voz do Parlamento Malgorzata Kidawa-Blonska disse que vê como irrealista a aprovação, antes das eleições de Outubro, da proposta de lei que força a participação dos bancos polacos nos custos da conversão de créditos denominados em francos suíços para zlotys.

As ações dos CTT  também se destacaram na sessão de hoje e fecharam com uma valorização de 1,72%.
A Haitong subiu o preço-alvo do operador postal em 4,8% para 11 euros por ação, após atualizar as suas
estimativas, realçando as boas perspetivas para o banco postal, um dividendo atrativo e um desempenho operacional que supera os pares europeus.


China continua a preocupar


A economia chinesa também pesou na sessão desta quinta-feira, após o índice de preços industriais (PPI) ter sofrido a maior contração em seis anos, em agosto, ao tombar 5,9%.

A quadragésima segunda queda consecutiva do índice reaviva o risco da deflação na segunda maior economia do mundo.

Nos Estados Unidos (EUA), o número de norte-americanos a candidatarem-se a subsídio de desemprego caiu na semana passada, um sinal positivo do mercado de trabalho que reforçaria a visão de uma subida das taxas de juros já em Setembro, na reunião do Federal Reserve Bank dias 16 e 17.

No entanto, um outro relatório revelou que os preços das importações caíram 1,8% no mês passado, com uma queda da gama de produtos e do custo do petróleo, enviando assim sinais contrários aos investidores.

Os principais índices, entre os quais o Dow Jones, seguem com ganhos ligeiros.