As bolsas europeias fecharam em queda, a corrigir de máximos de 12 semanas atingidos ontem, e num dia em que várias praças estiveram encerradas devido ao feriado.

O dia ficou marcado por dados económicos nos EUA, que até foram positivos, como a queda dos pedidos de subsídios de desemprego e o aumento da produção industrial, mas sinais que poderiam ter animado os investidores acabaram por ser lidos como possíveis ameaças. É que os mercados temem que, com os indicadores económicos a melhorar, a Reserva Federal comece a retirar os estímulos à economia no final do ano.

Em Lisboa, o PSI20, que chegou a negociar em alta e a registar máximos desde maio, acabou o dia a perder 0,17% para 6.051,17 pontos, penalizada sobretudo pela PT.

A operadora caiu 1,81% para 2,88 euros, depois de ontem ter anunciado que pretende cortar o dividendo de 2013 e 2014 em 70% para 10 cêntimos por ação. Uma notícia que levou já a agência de notação financeira Fitch a cortar o rating da operadora.

No setor financeiro, um dos mais ativos durante a sessão desta quinta-feira, apenas o BPI acabou por fechar no vermelho: perdeu 1,15% para 1,03 euros.

Já o BES e o BCP acabaram a recuperar, animados com a queda dos juros da dívida pública, que os analistas atribuem à notícia de que a economia portuguesa saiu finalmente da recessão no segundo trimestre do ano. As ações do BES avançaram 0,56% para 90 cêntimos e as do BCP 0,94% para 10,8 cêntimos cada.

Nota ainda para a energia, setor que acabou também dividido: a Galp caiu 0,71% para 12,63 euros, ao passo que a EDP acabou o dia em alta ligeira, de 0,15% para 2,72 euros.