As bolsas europeias fecharam esta quinta-feira em alta, com os ganhos a chegarem a mais de 2% em Itália. Os investidores reagiram com compras à decisão da Reserva Federal norte-americana de manter o programa de estímulos económicos, e aos dados económicos positivos divulgados na China. A marcar a semana continuam os resultados empresariais. Hoje foi a vez do banco britânico Lloyds e da francesa Société Générale.

Em Lisboa, o PSI20 acompanhou a tendência, ao subir 0,77% para 5.765,74 pontos. A liderar os ganhos voltaram a estar os bancos, no dia em que a Comissão Europeia autorizou o prolongamento das garantias estatais à dívida bancária até ao final do ano, para apoiar a liquidez do setor financeiro.

O BES registou a maior subida, de 3,43% para 75,5 cêntimos, mas o BPI também ganhou 2,45% para 1 euro por ação e o BCP 1,06% para 9,5 cêntimos.

Com fortes ganhos fechou ainda a Galp, em alta de 2,5% para 12,30 euros, a Sonae, que avançou 1,93% para 79 cêntimos e a PT, a trepar 1,71% para 2,92 euros.

Em queda destacou-se a Jerónimo Martins, depois de o BESI e o Citigroup terem cortado o preço alvo das ações para 17 euros. A empresa dececionou os investidores ao apresentar lucros de 165 milhões de euros no primeiro semestre do ano. Já ontem os títulos da distribuidora tinham reagido com uma descida de 5,45%.

A EDP acabou em queda ligeira, de 0,08% para 2,67 euros, apesar de, durante a manhã, ter chegado a tocar um máximo de maio de 2011.

A liderar as quedas, o Banif perdeu 7,14% para 1,3 cêntimos por ação. A cotação continua a ajustar ao aumento de capital, em que foram colocadas ações a um cêntimo cada.