As principais bolsas europeias abriram esta terça-feira em alta, sustentadas pelo adiamento de um eventual ataque militar dos Estados Unidos contra a Síria e pela melhoria da produção industrial da China.

O Euro Stoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a subir 1,14% para 2.830,19 pontos.

O principal índice da Bolsa de Londres estava a subir 0,73%, enquanto os das bolsas de Paris e de Frankfurt estavam a registar ganhos de 1,14% e de 1,37%, respetivamente.

À mesma hora, o principal índice da bolsa de Madrid estava a subir 1,12% e o de Milão registava um ganho de 0,59%.

Em Nova Iorque, Wall Street fechou em alta na segunda-feira, com o Dow Jones a subir 0,94% para 15.063,12 pontos, depois de ter atingido a 02 de agosto o máximo, de 15.658,4 pontos, desde que foi criado há 128 anos.

A bolsa de Lisboa estava em alta, com o índice PSI20 a subir 1,38% para 6.035,84 pontos. Das 20 cotações do PSI20, 16 estavam a subir, três a descer e uma estável.

Ao nível do mercado cambial, o euro abriu hoje em alta, acima dos 1,32 dólares, no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,3271 dólares, acima dos 1,3261 dólares do encerramento de segunda-feira e depois de ter atingido, a 01 de fevereiro, o valor mais alto face ao dólar desde novembro de 2011, quando ultrapassou os 1,36 dólares.

O BCE fixou na segunda-feira o câmbio oficial do euro em 1,3194 dólares.

Além da divulgação da produção industrial chinesa, que aumentou 10,4% em agosto face ao mês homólogo de 2012, os investidores vão estar hoje atentos na cada vez menos provável intervenção militar dos Estados Unidos na Síria, depois do presidente norte-americano, Barack Obama, assegurar que renunciaria ao ataque caso o regime de Bachar al Assad aceite a proposta russa, de que o alegado arsenal de armas químicas de Damasco fique sob o controlo da comunidade internacional.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro abriu em baixa, acima dos 112 dólares, a cotar-se a 112,88 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 0,84 dólares que no encerramento da sessão anterior.

A cotação do petróleo continua a ser pressionada pela inquietação dos mercados de que um eventual ataque contra Damasco e a guerra civil na Síria possam afetar a produção e o transporte do petróleo proveniente do Médio Oriente e do norte de África.

A preocupação está relacionada com as dificuldades que possam encontrar os petroleiros para cruzar o Canal do Suez, um ponto fulcral do comércio de petróleo do Médio Oriente.