Algumas bolsas europeias começaram a corrigir, após os ganhos dos últimos dias, que se deveram à expetativa de uma solução pacífica para a situação na Síria. Após máximos de várias semanas, Paris, Milão e Frankfurt fecharam em queda ligeira.

Os investidores acusaram o toque do relatório divulgado pelo Eurostat que dá conta de uma queda de 1,5% na produção industrial europeia em julho, um dado muito pior do que os analistas esperavam, já que apontavam em média para uma queda de 0,3%.

Londres, Madrid e Lisboa mantiveram, no entanto, a tendência otimista das últimas sessões. O PSI20 ganhou 0,53% para 6.078,12 pontos, o valor mais alto desde meados do mês passado, em grande parte graças aos ganhos da PT e da Jerónimo Martins.

A operadora seguiu a tendência positiva registada pelas pares no resto da Europa, animadas pelos rumores de movimentos de concentração no setor. As ações da PT ganharam 2,72% para 3,25 euros, mas também a Sonaecom avançou 2,39% para 1,97 euros.

Já a Jerónimo Martins, trepou 2,18% para 15,72 euros.

Na banca, entre os três grandes, só o BES ganhou terreno, trepando 1,66% para 0,86 euros. Pelo contrário, o BPI caiu 0,21% para 0,94 euros e o BCP deslizou 2,02% para 9,7 cêntimos. O banco revelou ontem a atualização ao seu plano de reestruturação, anunciando uma intensificação do corte de custos, o que obrigará à redução de mais 1.244 funcionários e 97 balcões até 2017.

Na energia, a EDP também perdeu terreno, cedendo 0,07% para 2,71 euros e a Galp desceu 1,25% para 13,05 euros.