O índice acionista de referência fechou a subir 1,41%, em linha com os pares europeus, numa sessão em que os investidores demonstraram otimismo sobre um eventual acordo para manter a Grécia na zona euro, segundo operadores.

O FTSEurofirst300, índice composto pelas 300 maiores cotadas europeias, subiu 0,09%, com as principais bolsas europeias em alta, lideradas pela bolsa de Milão, que disparou 2,64%.

Os pesos-pesados dos sectores da banca e da farmacêutica apoiaram os índices. O Barclays subiu 2% após o despedimento do CEO, e a suíça Novartis 2,1%, beneficiando da aprovação, pelas autoridades norte-americanas, de um medicamento para problemas cardíacos.

O Governo grego entregou hoje o pedido de um terceiro resgate financeiro ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM).

"O mercado está a reagir bem, depois de dois dias de pressão àquilo que é visto como um ultimato, mais uma oportunidade para a Grécia, que tem de apresentar novas propostas de reformas sexta-feira, para serem discutas em cimeira no fim-de-semana", explicou Albino Oliveira, analista da Fincor, citado pela Reuters.

Vários líderes europeus manifestaram a esperança de manter a Grécia na moeda única, mas com variações nos níveis de otimismo.

No mercado secundário de dívida, a yield das obrigações portuguesas a 10 anos alivia 14 pontos base para 3,03%, enquanto a equivalente grega sobe 77 pontos para 19,32%.

O euro aprecia-se 0,39% face à moeda norte-americana para os 1,1051 dólares.

No mercado petrolífero, o preço do barril de Brent, em Londres, cai 0,65% para 56,49 dólares e o de crude Nymex, em Nova Iorque, tomba 2,27% para 51,12 dólares, este último pressionado por uma inesperada subida nos stocks nos EUA na semana passada.

Nos Estados Unidos, o destaque vai para a New York Stock Exchange, onde a negociação está suspensa há várias horas devido a problemas técnicos.
 

Pharol brilha


Em Lisboa, a Galp Energia deu o principal apoio ao índice, com uma subida de 2,94%.

A Pharol foi a cotada que registou a maior subida, com um disparo de 4,91%, beneficiando de uma recuperação técnico aliado ao anúncio que o novo Chief Executive Officer (CEO), Luís Palha da Silva, comprou de cerca de 40.000 euros em ações.

"É bom sinal ter o CEO a comprar, estar confiante. Quem melhor conhece a empresa que o CEO? Se está a comprar acções é positivo, acha que os títulos estão subavaliados", disse Ricardo Pinto, operador da Golden Broker, no Porto à Reuters.

Suporte adicional do BCP, que somou 2,86%, e das empresas do grupo EDP, com a 'casa-mãe' a EDP a avançar 2,02% e a subsidiária eólica EDP Renováveis 2,63%.

Pela negativa, a Jerónimo Martins perdeu 1,19%, a Impresa 1,03% e os CTT 1,09%.