O índice de referência português cai 2,1% e acompanha o cenário negativo dos pares europeus, após mais um conjunto de dados macroeconómicos fracos vindos da China a aumentarem os receios relativamente ao abrandamento da segunda maior economia mundial, segundo analistas.

De acordo com a Reuters, as principais bolsas na Europa seguem com quedas entre 1,7% em Milão e 2,4% em Frankfurt e o índice FTSEurofirst 300, que acompanha as 300 maiores cotadas europeias, recua 2,5%.

O índice PMI oficial, que mede a atividade no sector da industria transformadora na China, contraiu para 49,7 em Agosto, o valor mais baixo em três anos, embora em linha com as previsões dos analistas, face aos 50 registados no mês anterior.

Adicionalmente, outro índice para o mesmo sector, o índice PMI Caixin/Markit para a indústria transformadora chinesa mostrou uma leitura final de 47,3 em Agosto, o valor mais baixo desde Março de 2009.

Estes dados vieram reforçar receios de um forte abrandamento na segunda maior economia mundial, apesar das várias medidas de apoio anunciadas pelas autoridades chinesas e que incluem uma desvalorização da moeda e cortes nas taxas de juro para empréstimos e depósitos.

"Numa altura em que o Banco Popular da China está a fazer grandes esforços para fortalecer a economia, isto é muito preocupante", disse, numa nota, Craig Erlam, analista de mercado sénior na OANDA, uma nota citada pela Lusa.

"Não é surpresa que as pessoas esperem um abrandamento da economia bem abaixo dos 7 pct, na segunda metade do ano, a não que vejamos novas medidas de estímulo monetárias e fiscais, o que é provável", acrescentou.