As principais bolsas europeias abriram esta segunda-feira em baixa, à espera de vários indicadores da União Europeia (UE) e da zona euro.

O Euro Stoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a descer 0,40%, para 3.269,86 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt estavam a descer 0,09%, 0,40% e 0,34%, bem como as de Madrid e Milão, que estavam a cair 0,51% e 0,36%, respetivamente.

Depois de ter iniciado o dia em baixa, a bolsa de Lisboa mantinha a tendência e, cerca das 09:15, o índice PSI20 estava a cair 0,55%, para 7.198,97 pontos.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou em alta na sexta-feira, com o Dow Jones a subir 0,25%, para 16.775,74 pontos, depois de ter subido a 10 de junho até aos 16.945,90 pontos, um máximo de sempre desde que foi criado, há 128 anos.

Ao nível cambial, influenciado pelas medidas do BCE, o euro abriu hoje em alta no mercado de divisas de Frankfurt, mas abaixo dos 1,36 dólares, a cotar-se a 1,3543 dólares, contra 1,3527 dólares no encerramento da sessão anterior.

O BCE fixou na sexta-feira o câmbio de referência da divisa europeia em 1,3534 dólares.

Na agenda de hoje destacam os dados da inflação da União Europeia (UE) e da zona euro em maio, que serão publicados pelo Eurostat, bem como o índice dos custos laborais na UE no primeiro trimestre deste ano.

Os investidores também estão atentos às negociações sobre o gás entre Moscovo, Kiev e Bruxelas e ao avanço dos jihadistas sunitas no norte do Iraque.

Digerida a intervenção do Banco Central Europeu da semana passada, que incluiu a descida das taxas de juro e medidas de estímulo à economia, os investidores estão atentos agora aos desenvolvimentos da escalada de violência no Iraque e da deslocação da ofensiva dos jihadistas para Bagdad, que poderão provocar perturbações na oferta deste grande país produtor e consequentemente nos preços do 'ouro negro', que já começaram a subir.

O Iraque produz atualmente 3,33 milhões de barris por dia, segundo a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), ou seja, é o segundo maior produtor de petróleo, a seguir à Arábia Saudita e à frente do Irão e do Kuwait.

A 5 de junho, o BCE cortou a taxa de juro diretora em 0,1 pontos percentuais para o novo mínimo histórico de 0,15% e anunciou a realização de duas injeções de liquidez de longo prazo (quatro anos) em setembro e dezembro deste ano no valor de 400 mil milhões de euros.

O barril de petróleo Brent, para entrega em julho, abriu hoje em alta, a cotar-se a 113,14 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 0,23% do que no encerramento da sessão anterior.