As principais bolsas europeias abriram esta quinta-feira em alta, sustentadas pela decisão da Reserva Federal norte-americana (Fed) de reduzir gradualmente os estímulos económicos.

O Euro Stoxx 50, índice que representa as principais empresas da Zona Euro, estava a subir 1,60%, para 3.022,55 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt estavam a subir 0,96%, 1,47% e 1,42%, respetivamente, bem como a de Milão e de Madrid, que estavam a ganhar 1,74% e 1,31%.

Depois de ter iniciado o dia em alta, a bolsa de Lisboa mantinha a tendência e cerca das 09:30 o índice PSI20 estava a subir 0,97%, para os 6.462,28 pontos.

Em Nova Iorque, Wall Street fechou na quarta-feira em alta, com o Dow Jones a subir 1,84%, para 16.167,97 pontos, o valor máximo desde que foi criado há 128 anos, impulsionado pela decisão da Fed. O anterior máximo era de 16.097,33 pontos atingido a 27 de novembro.

Na quarta-feira, a Fed dissipou quaisquer dúvidas sobre o início da retirada do estímulo monetário à economia norte-americana ao anunciar uma redução de 10.000 milhões de dólares do volume do programa de compra de títulos a partir de janeiro.

Esta alteração da política expansionista da Fed implica uma retirada gradual dos estímulos e pode ser vista como um claro sinal de melhoria das perspetivas na maior economia do mundo.

A «psicologia inversa» atuou no ânimo dos investidores, que depois de meses de incerteza sobre o fim da concessão dos estímulos optaram por valorizar a moderação do presidente cessante da Fed, Ben Bernanke, que antecipou uma recuperação económica e o sucesso da emancipação dos mercados em relação às medidas de proteção do Estado.

Resolvido o enigma sobre o calendário da retirada de estímulos da Fed, os investidores vão estar hoje atentos aos números do departamento de Trabalho norte-americano dos pedidos semanais de subsídios de desemprego na semana anterior, segundo os analistas.

Em Bruxelas, os ministros das Finanças da União Europeia chegaram na noite de quarta-feira a acordo sobre a união bancária, destinada a evitar uma nova crise na zona euro, informaram fontes governamentais.

Os detalhes do texto não foram revelados, mas a união bancária permitirá a criação de um mecanismo único de resolução, isto é, de falência organizada dos bancos da zona euro.

Prevista para o início de 2016, a união bancária será aplicada diretamente a pouco mais de 300 bancos, os mais importantes da zona euro e os transfronteiriços.

Em Espanha, o Tesouro realiza hoje o último leilão do ano para tentar captar entre 1.500 e 2.500 milhões de euros con emissões a cinco e dez anos, apesar de já ter cobertas a 100% as necessidades de liquidez para este ano.

Ao nível cambial, o euro abriu hoje em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,3683 dólares, depois de ter terminado a 1,3771 dólares na quarta-feira.

O Banco Central Europeu (BCE) fixou na quarta-feira o câmbio de referência da divisa europeia em 1,3749 dólares.

O barril de petróleo Brent, para entrega em janeiro, abriu hoje em baixa, a cotar-se a 109,38 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 0,25 dólares do que no encerramento da sessão anterior.