O índice de referência nacional PSI20 afunda 1,29%, pressionado pelo Millenium BCP e outros pesos pesados, em linha com os pares europeus, castigados pelo segundo dia seguido, após o Banco Central da China ter desvalorizado o yuan em 1,9%, segundo dealers.

De acordo com a Reuters, o índice que segue as 300 maiores cotadas europeias, o Eurofirst 300, derrapa 1,98%.

A economia chinesa tem tido uma desaceleração ao longo dos últimos meses, com quedas fortes nas suas bolsas e uma série de dados macroeconómicos desencorajadores a levantarem receios sobre a evolução da segunda maior economia do mundo.

O output fabril teve uma queda homóloga de 6% em Julho, enquanto o investimento em ativos fixos e as vendas a retalho aumentaram ligeiramente, mas ficaram ainda aquém das expectativas.

Adicionalmente, segundo dados divulgados no fim-de-semana, as exportações chinesas caíram 8,3% em Julho, a maior queda em quatro meses, e os preços nas vendas industriais atingiram mínimos de Agosto de 2009.

O ministro do Comércio chinês admitiu hoje que a depreciação do yuan - a maior intra-day desta moeda desde 1994 - terá um efeito estimulante nas exportações chinesas, mas um yuan mais barato dificulta as importações, algo que se reflete nos mercados de equities europeus.

Os setores automóvel e de bens de luxo são os mais penalizados, uma vez que a China representa um importante mercado de exportação. O índice STOXX Europe 600 Automobiles & Parts tomba 3,33%.

A francesa Peugeot afunda 3,64%. As alemãs Daimler e Porsche afundam 3,87% e 3,43%, respetivamente.

A Kering, dona da Gucci, desvaloriza 2,05% e a LVMH, dona da Louis Vuitton e da Givenchy, recua 3,55%.

O mercado de commodities é também fustigado pela China, com o STOXX Europe 600 Basic Resources a cair 0,81% e o STOXX Europe 600 Oil & Gas 1,13%, apesar de ganhos ligeiros dos benchmarks do petróleo.

O preço do barril de Brent ganha 0,65% para 49,50 dólares, e o de Crude Nymex 0,67% para 43,37 dólares.

A Bolsa grega perde 1,54%, apesar de o país ter fechado ontem o acordo para o terceiro resgate financeiro, de 85.000 milhões de euros, com os credores internacionais.