As bolsas europeias fecharam esta terça-feira em alta, atingindo mesmo máximos de trÊs meses, devido à expetativa de uma solução pacífica para a situação da Síria.

A Rússia ter propôs que as armas químicas fiquem sob controlo de uma entidade independente, uma opção que merece o acordo da Síria e que pode evitar uma intervenção militar norte-americana no país. A Rússia vai agora apresentar um projeto de resolução nas Nações Unidas.

A juntar-se a esta boa notícia esteve o aumento da produção industrial chinesa, que superou as expetativas dos analistas. O indicador avançou 10,4% em agosto. Além disso, as vendas a retalho subiu 13,4% naquela que é a segunda maior economia do mundo.

Praças como Frankfurt, Madrid e Paris registaram ganhos de cerca de 2%. Logo atrás surge Lisboa, com o PSI20 a ganhar 1,31% para 6.031,88 pontos, atingindo o valor mais alto do último mês.

O setor financeiro foi um dos que mais ajudou aos ganhos, especialmente o BES, que trepou 3,68% para 85 cêntimos. O BPI também subiu 1,3% para 94 cêntimos, e o BCP 1,03% para 9,8 cêntimos.

Também o retalho ajudou ao otimismo, com a Sonae a valorizar-se 3,22% para 90 cêntimos, depois de ter reforçado a sua posição na Sonaecom para 74%, após ter exercido a opção para comprar a posição detida pela Orange. A Jerónimo Martins fechou em alta de 1,93% para 15,34 euros.

O peso pesado das comunicações, a PT, trepou 1,52% para 3,14 euros e na energia, a EDP também avançou 1,12% para 2,71 euros.

Dos pesos pesados, só a Galp destoou, caindo 1,14% para 13,07 euros. Esta terça-feira a empresa anunciou que o terceiro poço da exploração no offshore da Namíbia foi considerado um poço seco, estando a ser fechado e abandonado.