As principais bolsas europeias abriram esta terça-feira em alta, à espera dos dados do Zew Survey, na Alemanha, que se prevê que mostre um aumento da confiança dos investidores na maior economia europeia.

Em Lisboa, o Euro Stoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a subir 0,62%, para 3.281,70 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt estavam a subir 0,11%, 0,45% e 0,88%, respetivamente, bem como as de Madrid e Milão, que estavam a valorizar 0,61% e 0,29%.

Depois de ter iniciado o dia em baixa, a Bolsa de Lisboa mantinha a tendência e, cerca das 09:00, o principal índice, o PSI20, estava a cair 0,02%, para 7.192,99 pontos.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou estabilizada na segunda-feira, com o Dow Jones a subir 0,03%, para 16.781,01 pontos, depois de ter subido a 10 de junho até aos 16.945,90 pontos, um máximo de sempre desde que foi criado, há 128 anos.

Ao nível cambial, influenciado pelas medidas do BCE, o euro abriu hoje em baixa ligeira no mercado de divisas de Frankfurt, abaixo dos 1,36 dólares, a cotar-se a 1,3562 dólares, contra 1,3567 dólares no encerramento da sessão anterior.

O BCE fixou na segunda-feira o câmbio de referência da divisa europeia em 1,3532 dólares.

Além do ZEW, na agenda de hoje destacam-se também um leilão de dívida de Espanha a seis e 12 meses, com oferta máxima de 5.000 milhões de euros, e a apresentação pela Comissão Europeia do relatório sobre as tendências da fiscalidade nos Estados-membros da União Europeia (UE).

Nos Estados Unidos, a Reserva Federal norte-americana (Fed) começa hoje uma reunião de dois dias para avaliar a situação económica do país e determinar se continua ou não a reduzir o programa de estímulos à economia.

Entretanto, os investidores continuam atentos às negociações sobre o gás, entre Moscovo, Kiev e Bruxelas, e ao avanço dos jihadistas sunitas no norte do Iraque.

Digerida a intervenção do Banco Central Europeu da semana passada, que incluiu a descida das taxas de juro e medidas de estímulo à economia, os investidores estão atentos agora aos desenvolvimentos da escalada de violência no Iraque e da deslocação da ofensiva dos jihadistas para Bagdade, que poderão provocar perturbações na oferta deste país produtor e consequentemente nos preços do 'ouro negro', que já começaram a subir.

O Iraque produz atualmente 3,33 milhões de barris por dia, segundo a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), sendo o segundo maior produtor de petróleo mundial, a seguir à Arábia Saudita e à frente do Irão e do Kuwait.

A 05 de junho, o BCE cortou a taxa de juro diretora em 0,1 pontos percentuais, para o novo mínimo histórico de 0,15%, e anunciou a realização de duas injeções de liquidez de longo prazo (quatro anos) em setembro e dezembro deste ano, no valor de 400 mil milhões de euros.

O barril de petróleo Brent, para entrega em agosto, abriu hoje em baixa, a cotar-se a 112,64 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 0,26% do que no encerramento da sessão anterior.