As principais bolsas europeias seguiam esta segunda-feira negativas, a corrigir dos fortes ganhos das últimas sessões e depois de na sexta-feira terem atingido os máximos dos últimos seis anos.

De acordo com a agência financeira Bloomberg, a influenciar negativamente os mercados está a desvalorização das ações das empresas tecnológicas norte-americanas, registada na sexta-feira.

O Eurostoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, seguia a cair 0,48%, para 3.214,79 pontos.

Frankfurt era a praça que mais afundava, com perdas de 1,24%, apesar da divulgação de que a produção industrial aumentou no país em fevereiro, mais do que o estimado pelos economistas consultados pela Bloomberg, num sinal de crescimento da economia.

Milão, Paris, Madrid e Londres seguiam igualmente em terreno negativo, com perdas de 1,05%, 0,92%, 0,87% e 0,59%, respetivamente.

A bolsa de Lisboa seguia alinhada com a tendência das principais congéneres europeias, com uma desvalorização de 1,08%, para 7.588,16 pontos.

Esta semana será marcada pelo arranque da época de divulgação dos resultados do primeiro trimestre das empresas nos Estados Unidos (EUA), que, a par dos vários indicadores que serão apresentados, concentrará as atenções dos investidores.

Entre os vários indicadores que serão lançados no decorrer da semana, nota para os dados do instituto alemão Sentix sobre a produção industrial alemã e a confiança dos investidores na zona euro, os dados de evolução de crédito ao consumo nos EUA, a produção industrial no Reino Unido e o saldo da balança comercial no Japão.

Em Portugal, será divulgado na quarta-feira o saldo da balança comercial (o mesmo sucedendo na Alemanha) e o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) na quinta-feira.

A inflação no Brasil, na Alemanha e na China, os pedidos de subsídio de desemprego e a confiança dos consumidores nos EUA também vão merecer especial atenção dos investidores.

No mercado de dívida, na terça-feira a Grécia emitirá dívida a seis meses e a Alemanha obrigações com vencimento em 2030, voltando no dia seguinte com uma colocação a dois anos.

Quinta-feira será a vez de Espanha e Itália, que repete a 'dose' na sexta-feira com uma emissão a três anos.

O euro seguia a subir no mercado de divisas de Frankfurt a 1,3707 dólares, enquanto o barril de crude Brent, para entrega em maio, abriu em baixa Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar nos a 105,78 dólares, menos 0,94 dólares face ao fecho de sexta-feira.