As bolsas europeias abriram em queda, ainda que registem perdas ligeiras, num sinal de cautela relativamente à reunião de dois dias da Reserva Federal norte-americana, que começa hoje e na qual os analistas acreditam que a Fed pode anunciar o primeiro corte ao programa de compra de ativos, ou seja, aos estímulos à economia.

A bolsa de Lisboa destaca-se pelas piores razões, registando a queda mais acentuada: o PSI20 perde 0,88% para 5.965,28 pontos, com a banca a registar das maiores desvalorizações.

Os bancos têm estado pressionados pelos elevados níveis dos juros da dívida pública que, no prazo a 10 anos, continuam a rondar os 7,2%.

O BES é o que mais cai: 1,82% para 81 cêntimos, mas o BCP também desce 1,02% para 9,7 cêntimos, e o BPI cai 0,65% para 92 cêntimos por ação.

Na energia, a Galp destaca-se com uma queda de 1,5% para 12,49 euros, mas a EDP também segue no vermelho, ainda que com uma das descidas mais modestas: 0,22% para 2,71 euros. Uma queda registada apesar de ontem a sua maior acionista, a China Three Gorges, ter admitido vir a reforçar a sua posição no capital da elétrica portuguesa.

Nota ainda no vermelho para outros pesos pesados da praça: no retalho, a Jerónimo Martins desliza 1,41% para 15,43 euros, com a Sonae a recuar também 1%, e nas comunicações a PT cede 0,43% para 3,22 euros.