As principais bolsas europeias abriram esta quarta-feira no vermelho, com o aumento da tensão na Síria face à iminência de um ataque norte-americano.

De acordo com a estação televisiva norte-americana CNN, o ataque à Síria será curto, com bombardeamentos de mísseis teleguiados guiados, e poderá ter uma segunda fase, após avaliação do resultado da operação pelos EUA e aliados.

Segundo fontes da administração de Barack Obama citadas pela CNN, o ataque irá centrar-se em alvos militares das forças leais ao líder sírio Bashar al-Assad, em «represália» pelo uso de armas químicas em bairros dos arredores de Damasco no dia 21 de agosto.

Há instantes, o Eurostoxx 50, o índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a descer 0,28% para 2.741,50 pontos.

As bolsas europeias seguiam a negociar negativas, entre as perdas de 0,67% de Madrid e de 0,13% de Paris.

Londres e Frankfurt seguiam igualmente a desvalorizar 0,52% e 0,48%, respetivamente.

Milão seguia a contrariar a tendência, a subir 0,53%, num sentimento de recuperação depois das fortes quedas das últimas sessões, perante um cenário de instabilidade política no país.

Nos EUA, fontes governamentais revelaram à CNN que poderão ser conhecidas ainda hoje as conclusões de um relatório elaborado pelos serviços secretos norte-americanos que justifica a intervenção militar. No máximo, serão reveladas até ao final da semana, segundo as mesmas fontes.

Do relatório constam, nomeadamente, informações sobre comunicações do exército sírio e fotografias de satélite de instalações de armamento químico que, supostamente, provariam a responsabilidade do regime sírio no ataque da semana passada.

O euro seguia hoje em queda na abertura do mercado de divisas de Frankfurt e trocava-se a 1,3378 dólares, face aos 1,3393 dólares de segunda-feira.

O barril de crude Brent para entrega em outubro, por sua vez, abriu em alta no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar nos 116,75 dólares, mais 2,47 dólares face ao fecho da última sessão.