A Bolsa de Lisboa terminou a semana em terreno negativo, em contraciclo com a generalidade das bolsas europeias, com o índice PSI 20 a recuar 0,42%.A queda do índice nacional foi provocado pelo recuo dos títulos do grupo EDP, depois de conhecidos os resultados semestrais da casa mãe.

Os titulos da EDP caíram 3,881% e os da EDP Renováveis 1,053%. As ações da EDP terminaram a semana a valer 3,3680 euros, depois da Société Générale ter reduzido o preço alvo para 3,23 euros por ação, na sequência da divulgação dos resultados semestrais.  A Energias de Portugal registou uma redução de 7% nos lucros no primeiro semestre, para 587 milhões de euros, um valor que, ainda assim, ficou acima do esperado pelos analistas. A empresa liderada por António Mexia aponta ainda para uma queda dos lucros anuais de 9%, para 950 milhões de euros.


BCP acumula queda de 10%


A contribuir para a queda da bolsa nacional estiveram ainda os títulos do BCP, com uma desvalorização de 1,547%. Os títulos do banco liderado por Nuno Amado somam numa semana um recuo a rondar os 10%, isto depois de ter apresentado lucros de 240,7 milhões de euros. Os analistas mostram preocupação com os rácios de capital do banco e com a evolução do crédito malparado.

No dia em que aprovou, já depois do fecho do mercado, a abertura de processos contra ex-administradores da Portugal telecom SGPS envolvidos na subscrição de 900 milhões de euros de papel comercial da Rioforte, a holding não financeira do Grupo Espírito Santo,  a Pharol recuou 0,585%,  para 0,34 euros por ação.

As notas positivas desta sexta-feira vão para o BPI, que ganhou 0,585%, ainda a beneficiar dos lucros de 76 milhões de euros apresentados no primeiro semestre, acima do esperado pelos analistas, e a Jerónimo Martins, que pode ser considerada a estrela da semana. A retalhista valorizou no último dia da semana 3,125%, depois de ter registado lucros de 149,5 milhões de euros no primeiro semestre.