A manhã desta quinta-feira está a ser de recuperação, quer na bolsa de Lisboa, quer nos juros da dívida pública, depois de um dia negro provocado pela crise política, que levou os mercados a temerem que Portugal necessite de um segundo resgate externo.

A bolsa de Lisboa sobe 2,96% para 5.391,58 pontos, depois de ontem ter afundado mais de 5,3%, naquela que foi a pior sessão desde abril de 2010.

Além de um movimento de recuperação, depois da forte queda, esta subida da praça reflete também a esperança dos investidores com o retomar de negociações entre Paulo Portas e Passos Coelho, que prosseguem esta manhã.

As maiores recuperações desta manhã cabem à banca e à Sonae Indústria, que recuaram ontem mais de 10%, levando a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a proibir durante todo dia de hoje as vendas a descoberto no BCP, Banif, BES e Sonae Indústria.

O BCP segue esta manhã a ganhar 7,41% para 8,7 cêntimos, um ganho que é ultrapassado apenas pelo do Banif: 7,6% para 8,5 cêntimos. Ainda no mesmo setor, o BPI avança 6,67% para 88 cêntimos e o BES trepa 6,06% para quase 58 cêntimos.

Mas a maior subida da manhã cabe à Sonae Indústria, em alta de 7,78% para 48,5 cêntimos.

No que toca aos pesos pesados, EDP e Galp sobem pouco mais de 3% cada, para 2,95 e 11,58 euros, respetivamente. A PT também ganha 2,11% para 2,85 euros.

Mas, além da bolsa, também no mercado da dívida pública se nota a esperança dos investidores nas negociações entre Paulo Portas e Pedro Passos Coelho. As taxas de juro estão a descer mais de 30 pontos base nos principais prazos (a 2, 5 e 10 anos).

Nas Obrigações do Tesouro a 10 anos, a referência para o mercado, a taxa, que ontem chegou a ultrapassar os 8%, está esta manhã nos 7,16%. No prazo a cinco anos recua para 6,65% e no prazo a 2 anos segue nos 5,45%.