Sinais vermelhos por toda Europa com o principal índice português a descer 0,22% para 4.756,82 pontos.

A Europa ficou dececionada com a falta de orientação, para novos estímulos à economia da zona euro, por parte de Mario Draghi. O presidente do Banco Central Europeu anunciou que, pelo menos até março de 2017, a política de compras de cerca de 80 mil milhões de ativos mensais é para manter. E reviu ainda em baixa, embora que ligeira, a previsão de crescimento para 2017.

Na praça de Lisboa, a Pharol, que mais estava a penalizar o índice nacional, sobe agora 1,33% para 0,227 euros.

Sinais positivos, além da Pharol, só mesmo os CTT, Sonae, e Corticeira Amorim.

Na energia todos os títulos em queda, com a Galp destacada na descida a perder 0,41% para 13,125 euros. Isto num dia em que petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, mesmo assim não se afasta muito dos 50 dólares por barri mas acaba por ser um fator penalizador para a negociação as empresas ligadas ao setor. Isto depois de dados oficiais nos Estados Unidos revelarem que as reservas de crude no país caíram em 14,5 milhões de barris na semana passada, a maior descida desde Janeiro de 1999. Uma diminuição motivada pela tempestade tropical que causou perturbações nas importações e na produção offshore - extração em plataformas no mar.

O Brent, transacionado em Londres, cai 1,44% para 49,47 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 1,07% para 47,11 dólares.

Outro sinal negativo na bolsa vai para a retalhista Jerónimo Martins, em derrapagem de 0,37% para 14,620 euros.

E na banca os analistas continuam muito atentos ao BPI (inalterado nos 1,062 euros) cuja sequela da assembleia geral acontecerá dia 21 de setembro.