A bolsa de Lisboa fechou a semana no vermelho, tal como a maioria das praças europeias, em que Milão foi a única exceção. Os ânimos foram contaminados pelos resultados abaixo do esperado, apresentados por algumas empresas norte-americanas, como a Google e a Microsoft.

Em Lisboa, o PSI20 caiu 0,78% para 5.524,47 pontos, pressionado sobretudo pelo setor financeiro. O principal destaque negativo volta a ir para o Banif, que perdeu 9,43% para 4,8 cêntimos, no dia em que acabou o período de subscrição do aumento de capital, no âmbito do qual estão a ser emitidas novas ações a um cêntimo cada.

No resto da banca, também predominaram as quedas e acentuadas, apesar da descida dos juros da dívida pública. O BCP deslizou 3,23% para 9 cêntimos. O banco deverá registar prejuízos de 459 milhões de euros no primeiro semestre do ano, de acordo com a previsão divulgada pelo banco de investimento do BPI. Já pela previsão do BESI, os prejuízos do BCP rondarão os 430 milhões.

Já o BPI, caiu 3,09% para 91 cêntimos. O banco deverá ser o único dos três grandes a registar resultados positivos no primeiro semestre, ainda que, de acordo com uma análise do BESI, os lucros do banco devam cair para metade.

O BES cedeu 1,9% para 62 cêntimos. De acordo com as previsões do Caixa BI, os prejuízos do banco até julho deverão cifrar-se nos 140 milhões de euros.

Banca à parte, nota para a queda de 1,12% na Jerónimo Martins, para 15,89 euros, com a Sonae, no mesmo setor, a ganhar 2,43% para 76 cêntimos, liderando os ganhos na praça nacional.

Na energia, a Galp caiu 0,8% para 11,78 euros, ao passo que a EDP, a outra empresa a fechar no verde, subiu 1,67% para 2,50 euros.

Por fim, a PT também recuou 0,72% para 2,75 euros.