Os juros da dívida soberana de Portugal estavam esta terça-feira a subir a dois anos, mas continuavam a descer nos prazos mais longos, com os juros a 10 anos a caírem para níveis verificados a 1 de julho, antes do início da crise política.

Os juros a 10 anos estavam a ser negociados a 6,375%, depois de terem fechado a 6,389% na segunda-feira e a 6,394% a 1 de julho, dia da apresentação da demissão do ministro das Finanças, Vitor Gaspar, que desencadeou a crise política.

Durante a crise política, os juros a dez anos subiram até aos 7,508% a 12 de julho, um máximo desde novembro de 2012.

Em contrapartida, os juros da dívida a dois anos estavam hoje acima dos valores registados antes da crise e a subir face a segunda-feira, a transacionarem-se a 4,742%, depois de terem fechado a 4,670% na sessão anterior. Os juros da dívida a dois anos também atingiram um máximo desde novembro de 2012 durante a crise, quando subiram até aos 5,775% a 12 de julho.

No prazo de cinco anos, os juros estavam hoje a negociar a 5,833%, abaixo dos 5,847% de segunda-feira, mas também em níveis superiores ao valor prévio à crise, de 5,211% a 1 de julho. Durante a crise, os juros a cinco anos dispararam para 7,324% a 12 de julho, um máximo desde novembro de 2012.

Os juros têm fechado a cair em todas as maturidades face aos máximos de 12 de julho e desceram, depois do Presidente da República ter anunciado no domingo a manutenção do atual executivo até ao fim da legislatura.

Também a bolsa nacional está a beneficiar da estabilidade política. O índice PSI20 está em alta, pela segunda sessão consecutiva, a subir mais de 1% e com o setor da banca em forte alta.