A bolsa de Xangai, que abriu esta terça-feira a perder 6,41%, moderou a queda e estava a recuar 4,32% a meio da sessão.

O Índice Composite de Xangai recuava 138,85 pontos, cotando-se nos 3.071,06 pontos, antes da pausa para almoço.

A bolsa de Shenzhen, a segunda praça financeira da China, acompanhava a evolução, amortecendo as perdas: o principal indicador perdia 5,68% a meio da sessão, depois de ter arrancado em baixa de 6,91%.

O principal índice da bolsa de Xangai perdeu 20% em apenas uma semana, entre 17 e 24 de agosto. Só na segunda-feira teve a maior queda intraday em oito anos.
  
Durante mais de um ano, os investidores habituaram-se a ganhos rápidos e avultados, mas de um momento para o outro, a bolha rebentou. 
  
O gigante asiático, que é a segunda maior economia do mundo, deu sinais de abrandamento. Apesar de ter crescido 7% no primeiro trimestre deste ano, o facto é que essa é a menor taxa de crescimento dos últimos seis anos. Os receios de uma crise juntaram-se aos alertas de economistas e analistas, de que os ganhos acumulados nos últimos anos eram insustentáveis e que mais cedo ou mais tarde, a bolha ia rebentar. 
  
  Foi em junho. Desde meados desse mês que o mercado chinês não para de perder dinheiro e já anulou completamente os ganhos de 60%, acumulados desde o início do ano.