O índice de referência nacional avança 1,8 pct, num dia de sentimento positivo na Europa, beneficiando de sólidos resultados empresariais, a depreciação relativa do euro e o acordo entre a Grécia e os credores, segundo analistas, nota a Reuters.

A Galp Energia dispara 3,5%, a retalhista Jerónimo Martins 2,1% e a EDP 1,3%.

Na banca, o Millennium bcp avança 3,5%, o BPI 2% e o Banif 4,2%.

A telecom NOS soma 1,2%, a Sonae 1,8% e os CTT 1,1%.

O eurofirst 300 sobe 1,5%, com a perceção que os mortíferos ataques em Paris não deverão afetar, no longo prazo, a recuperação económica e a rentabilidade das empresas.

Ontem, o sector das empresas de turismo e lazer perdeu cerca de 2.300 milhões de euros em capitalização bolsista.
A Randstad e a alemã United Internet apresentaram fortes resultados e atualizaram para melhor os seus outlooks.

A depreciação de 0,4% do euro contra o dólar, para 1,064 dólares, também apoia os ganhos na Europa.

Este movimento está relacionado com a crescente expectativa que o Sistema da Reserva Federal dos Estados Unidos suba as taxas de juro diretoras em Dezembro. Um euro mais fraco tende a ajudar as empresas exportadoras europeias.

Também a ajudar, a Grécia chegou a acordo com os credores sobre os pormenores de um conjunto de reformas que ainda estavam por fechar, permitindo a libertação de 2.000 ME do resgate e 10.000 ME para o fundo de recapitalização da banca.

Os juros da dívida soberana de Portugal continuam a aliviar na maturidade a 10 anos, recuando 2 pontos base para 2,68%. Na sexta-feira, a agência de notação canadiana DBRS manteve a notação de Portugal em nível de investimento.

A yield da dívida grega a 10 anos recuou para mínimos desde Outubro de 2014, nos 7,1%.