O índice de referência de Portugal, o índice PSI20, afundou 3,21%, tendo tocado em mínimos de agosto de 2012 durante a sessão, num dia marcado por uma súbita fuga de ativos de risco, particularmente ações e dívida soberana da periferia.

«É um sell-off generalizado», disse Gualter Pacheco, operador da GoBulling, no Porto, citado pela Reuters.

A Galp recuou 3,15%, os CTT 6,06%, o Millennium bcp 6,85% e a EDPR 3,46%.

Também castigadas, a Sonae perdeu 5,52%, a EDP 1,8% e a Portugal Telecom 3,54%.

O BPI caiu 3,5% e a Ren quase 6%.  Segundo a agência de notação Moody’s, o Novo Banco permanece com «significativas incertezas» quanto à sua posição creditícia e perfil financeiro, sendo crucial que mostre estar protegido contra exposições problemáticas ao ‘colapsado’ BES para tirar o seu rating do nível mais baixo da escala.

As novas medidas regulatórias anunciadas ontem pela a ERSE levaram o Credit Suisse a cortar o preço-alvo da EDP para 3,5 euros, embora considere positivo o facto ter sido eliminado o risco regulatório, que pesava sobre o título.

A revisão em baixa da taxa de remuneração das atividades reguladas em 1,4 pontos percentuais (pp) em 2015, proposta pelo regulador terá um impacto negativo na REN, segundo o Societe Generale que cortou as estimativas de lucro e o preço alvo da empresa em 17% para 2,4 euros.

Também as ações europeias recuaram durante a tarde para mínimos de 13 meses. O índice eurofirst 300, que segue as 300 maiores cotadas no continente, perdeu 0,39%.

Os índices esboçaram uma ligeira recuperação no final da sessão após os dados semanais dos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos terem caído para mínimos de 14 anos.