As subidas da banca e dos pesos-pesados Galp e Jerónimo Martins levam a Bolsa nacional a ganhar 0,6%, em linha com uma Europa puxada pelo disparo de 3,8% da praça grega, a recuperar das quedas de ontem, apesar de não ter havido acordo entre a Grécia e os parceiros europeus relativamente ao plano anti-austeridade helénico.

De acordo com a Reuters, o índice FTSEurofirst 300, composto pelas 300 maiores empresas europeias, sobe 0,14% e a Bolsa de Atenas avança 3,8%.

Após sete horas de reunião, os ministros das Finanças da zona euro não conseguiram sequem acordar numa declaração conjunta acerca dos próximos passos a serem tomados, embora tenham insistido que não houve rutura.

«Tivemos uma discussão intensa, construtiva, que cobriu muitos temas, houve progressos, embora não suficientes para chegar a uma conclusão conjunta», disse o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, na conferência de imprensa, aqui citado pela Reuters.

Esta reunião do Eurogrupo tinha sido marcada de urgência para que o novo ministro grego das Finanças apresentasse a sua proposta anti-austeridade aos parceiros europeus. As conversações continuam na próxima segunda-feira, numa nova reunião.

Em Lisboa e depois de uma primeira hora de negociação bastante volátil, o índice PSI20 soma 0,6%, suportado nos ganhos da banca e dos pesos pesados Galp Energia e Jerónimo Martins.

A Galp avança 1,1%, a Jerónimo Martins sobe 0,66%, o Millennium bcp ganha 1,7% e o BPI valoriza 2,6%.

Ainda no sector financeiro, a estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD), o maior banco de Portugal, reduziu o prejuízo em 40% para 348 milhões de euros (ME) em 2014, com fortes mais-valias da venda de seguradoras e o disparo da margem financeira, mas ainda com fortes imparidades para crédito malparado.

Em sentido contrário e a impedir maiores ganhos do índice está a família EDP, estando a Energias de Portugal a descer 0,34% e a EDP Renováveis a perder 0,2%.

Pressão adicional da PT SGPS a recuar 0,3%. A brasileira OI fechou ontem a cair 1,43% na Bolsa de São Paulo.

Sem acordo entre a Grécia e os parceiros europeus, os investidores preferem focar-se nos resultados de empresas europeias anunciados esta manhã.

Investidores aplaudem resultados

As ações do Credit Suisse valorizam 4,5%, depois do banco ter apresentado lucros que superaram as previsões dos analistas e ter delineado medidas para lidar com a valorização do franco suíço.

Também a fabricante de automóveis francesa, Renault, surpreendeu com uma subida nos lucros, apesar da queda no mercado russo. O título dispara 7,8%.