O índice de referência português fechou a subir 2,98%, com todos os títulos em alta, apoiado no disparo da Portugal Telecom e nos fortes ganhos na Europa após o rally no sector do retalho e na ‘paciência’ da Fed, nota a Reuters.

Os títulos da PT escalaram 9,8%, numa recuperação técnica, após terem tido ontem a pior sessão de sempre, ao tombarem quase 20%.

Este movimento de recuperação foi suportado na proibição das vendas a descoberto imposto pelo regulador CMVM e, sobretudo, na indicação da administração da telecom de que a crucial Assembleia Geral (AG) de acionistas deverá mesmo realizar-se na próxima segunda-feira.

«Esta recuperação, apesar de significativa, representa muito pouco face ao que perdeu este ano. Esta é uma recuperação técnica», disse Luís Castro, operador da Golden Broker no Porto, citado pela Reuters.

Acrescentou que «a proibição de shortselling alivia as vendas».

Por sua vez, a administração da PT SGPS disse ontem que mantém a AG de 12 de Janeiro para deliberar a venda dos ativos portugueses da PT Portugal à francesa Altice, mas alertou que o OK dos acionistas à alienação representará o abandono de termos da fusão com a brasileira Oi.

«Apenas o OK à venda da PT Portugal poderia afastar algumas destas nuvens de incerteza. O Não, ou o adiamento da AG, apenas contribuem para o continuar das incertezas», afirmou Albino Oliveira, analista da Fincor, em Lisboa.

As ações da Jerónimo Martins deram suporte adicional ao índice, com uma valorização de 5,81% numa recuperação técnica e a beneficiar do otimismo no sector do retalho europeu, com os investidores a posicionarem-se antes da divulgação das vendas preliminares do grupo Português na próxima terça-feira, segundo analistas.

A Portucel somou 6,75%, o BPI avançou 5,11% e a Galp Energia ganhou 3,16%.