As valorizações dos pesos-pesados, nomeadamente da Galp Energia, levam o índice nacional PSI20 a recuperar dos mínimos de três meses fixados ontem e a subir 1,4%, em linha com os ganhos da Europa, apesar de persistirem os receios dos investidores em torno do Banif.

As ações deste banco, que ontem tocaram no valor mais baixo de sempre em 0,0006 euros castigadas com notícias que geraram incerteza sobre a venda da posição do Estado no banco, seguem hoje estáveis em 0,0008 euros.

Por sua vez, a sustentar os ganhos do índice estão as subidas de 1,4% do Millennium bcp e da EDP, a valorização de 2% da retalhista Jerónimo Martins e o disparo de 3,65% da petrolífera Galp Energia, que acompanha os avanços das congéneres europeias.

De acordo com a Reuters, o barril de Brent sobe 0,16% para 37,98 dólares e o de Light Crude ganha uns mais ligeiros 0,08% para 36,34 dólares.

O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Abdullah al-Badri, disse hoje que os atuais baixos preços não vão continuar e deverão alterar-se dentro de meses ou um ano, adiantando que qualquer decisão dos EUA em exportar não terá impacto nos preços.

O índice FTSEurofirst 300, que acompanha as 300 maiores cotadas europeias, sobe 1,68%, e entre as principais bolsas do Velho Continente destaque para a valorização de 2,14% em Milão.

No mercado de dívida soberana, a yield das obrigações do tesouro de Portugal a 10 anos segue estável em 2,52%.

Ontem a agência de notação Standard & Poor's disse que poderá considerar uma "ação de rating negativa' se o novo Governo português "se desviar notoriamente da política económica, e travar reformas estruturais".

Poderá cortar o rating se a posição orçamental "se desviar significativamente e negativamente da expectativa atual ou se o ajustamento externo estagnar".

As atenções dos investidores estarão hoje voltadas para a divulgação do índice de confiança dos investidores alemães, ZEW, enquanto nos EUA serão conhecidos os números da inflação e tem início o primeiro de dois dias de reunião da Reserva Federal dos EUA que poderá ditar a primeira subida de taxas em quase uma década.

O euro aprecia-se 0,3% face à moeda norte-americana, em 1,1027 dólares.