A Bolsa de Lisboa cai 0,5% e contraria o otimismo europeu, pressionada pelas desvalorizações da Galp e dos bancos portugueses, enquanto a negociação das ações da PT SGPS continua suspensa em dia de uma crucial reunião magna de acionistas.

«O mercado português arrancou sem grande suporte em termos de notícias, com as atenções dos investidores voltadas para a AG da PT que poderá ser adiada até haver mais informação pretendida pela CMVM», realçou Albino Oliveira, analista da Fincor, citado pela Reuters.

A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu na passada sexta-feira, ainda antes abertura de Bolsa, a negociação da PT SGPS, exigindo mais informação para que os acionistas da telecom possam tomar uma decisão de forma «ponderada e esclarecida» na Assembleia Geral (AG) de segunda-feira.

Esta crucial AG, que visa decidir a venda da PT Portugal à francesa Altice, está rodeada de incertezas e poderá culminar num penalizador impasse para os acionistas da PT SGPS e para a brasileira Oi.

As ações da Galp Energia recuam 2,48%, penalizadas pela queda do preço do petróleo nos mercados internacionais.

O barril de Brent desvaloriza 2,65% para 48,78 dólares e o de Crude desce 2,4% para 47,20 dólares.

Na banca, o cenário é igualmente negativo, com o Millennium bcp a cair 1,34% e o BPI a perder 2,5%, ao passo que o Banif segue estável nos 0,006 euros.

Pela positiva, destaque para as subidas ligeiras dos pesos-pesados EDP-Energias de Portugal e Jerónimo Martins com ganhos de 0,1%, e para os ganhos de 1% da Portucel e Semapa.

No mercado secundário de dívida, os juros do soberano português a 10 anos descem um ponto base para 2,66%.